Por um cessar-fogo permanente Por um Estado da Palestina soberano e independente

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) considera que o anunciado entendimento entre a resistência palestiniana e Israel – no sentido de concretizar um cessar-fogo na Faixa de Gaza, a entrada de ajuda humanitária, a libertação de detidos por ambas as partes e a retirada das forças israelitas –, deve constituir um passo no sentido de pôr definitivo fim ao genocídio do povo palestiniano por parte de Israel e criar o Estado da Palestina livre, soberano e independente.
No entanto, importa agora que os termos deste entendimento sejam cumpridos por Israel, e não desrespeitados sob um qualquer pretexto pelo regime israelita, como sucedeu em anteriores acordos, como o estabelecido em 19 de Janeiro de 2025.
Este entendimento é indissociável da resistência do povo palestiniano e da ampla solidariedade internacional, que denunciou os crimes e as atrocidades cometidas por Israel, isolou o regime israelita e dificultou a concretização dos seus objetivos de expulsão da população palestiniana e colonização da Faixa de Gaza.
O CPPC denuncia a tentativa daqueles que, sendo coniventes e apoiando a política de ocupação e genocida de Israel, procuram agora impedir a concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano, que se encontram consagrados em diversas resoluções das Nações Unidas.
São inaceitáveis as pressões que procuram impor ainda mais cedências àqueles que desde há mais de sete décadas são assassinados, presos, torturados, expulsos das suas terras e das suas casas, sujeitos todos os dias às mais variadas humilhações e discriminações. As exigências devem é ser colocadas aos responsáveis pelo genocídio do povo palestiniano e por décadas de ocupação, opressão, colonização e segregação.
O CPPC denuncia as intenções dos que continuam a tentar obstaculizar e impedir a criação de um Estado soberano e independente, apontando ao estabelecimento de um protectorado presidido por Trump – que sempre apoiou militar, económica e diplomaticamente Israel e a sua criminosa política – e com um papel destacado do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, acusado de crimes de guerra.
É inaceitável que se pretenda negar ao povo palestiniano o seu legítimo direito à autodeterminação, a um Estado em que seja o povo palestiniano a decidir soberanamente do seu destino.
É significativo o apoio já dado ao “plano de Trump” por parte de governos – incluindo o Governo português – que, ainda há poucos dias, garantiam reconhecer o Estado da Palestina, cuja concretização este mesmo “plano” procura adiar e inviabilizar.
O CPPC apela à continuação da solidariedade com o povo palestiniano e com a sua luta pelos seus legítimos direitos nacionais. Solidariedade que tem expressão na Campanha “Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!”, onde convergem mais de 130 organizações.
É fundamental continuar a exigir um cessar-fogo permanente; a entrada sem restrições da ajuda humanitária necessária por intermédio da ONU; a criação do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e o cumprimento do direito ao retorno dos refugiados, conforme as resoluções da ONU.
Apelamos à participação nas várias ações de solidariedade que têm lugar no âmbito desta Campanha, nomeadamente:
Dia 18 de Outubro, às 15h, Manifestação, Praça do Areeiro, Lisboa
Dia 18 de Outubro, às 16h, Concerto pela Paz e de Solidariedade com a Palestina, Fórum Lisboa
Dia 22 de Outubro, às 18h30, Protesto, Praceta da Palestina, Porto
Palestina vencerá!
A Direção Nacional do CPPC
10 Outubro 2025



